De quando em quando não sei o que fazer com a enfermidade que meus olhos trazem.A piedade como uma ternura que corrói. Um cinismo sacro. Esse sabor agridoce das coisas complexas. De todo modo tenho a febre do mundo dos meus olhos, tenho todas as doenças nos meus olhos. Não só por vê-las, mas principalmente por sê-las. É agridoce, asism como todo o delírio. O dó da dor é se tornar a própria dor? Será simpatia amara pelo que é fraco? Será a superioridade implícita no ato de apiedar-se?
Poderia lhes falar de uma lívida criatura abandonada num banco, ar de musa romântica clorótica, a tossir sangue até se esvair, mas não(Eu teria um ar sofisticado e monótono), então eu só suspiro...Para q eu tenho de facto um ar pusilânime.
E dizem, dizem "Ich brauche Liebe.Ich bin so wild nach deinem Erdbeermund". Pois alguns amam François Villon. E nisso reside uma risada trágica: De minha autopiedade.E que creio que esta seja imorredoura.
Já pensou as balzacas virgens desoladas de hanry james? Ou caricaturas devassas?Ai, e nem tentem analiasar os meus botões...


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