Vexando-me


16/02/2006


Rien de trop

Rien de trop

Je ne vois point de créature
Se comporter modérément.
Il est certain tempérament
Que le maître de la nature
Veut que l'on garde en tout. Le fait-on ? Nullement.
Soit en bien, soit en mal, cela n'arrive guère.
Le blé, riche présent de la blonde Cérès
Trop touffu bien souvent épuise les guérets ;
En superfluités s'épandant d'ordinaire,
Et poussant trop abondamment,
Il ôte à son fruit l'aliment.
L'arbre n'en fait pas moins ; tant le luxe sait plaire !
Pour corriger le blé, Dieu permit aux moutons
De retrancher l'excès des prodigues moissons.
Tout au travers ils se jetèrent,
Gâtèrent tout, et tout broutèrent,
Tant que le Ciel permit aux Loups
D'en croquer quelques-uns : ils les croquèrent tous ;
S'ils ne le firent pas, du moins ils y tâchèrent.
Puis le Ciel permit aux humains
De punir ces derniers : les humains abusèrent
A leur tour des ordres divins.
De tous les animaux l'homme a le plus de pente
A se porter dedans l'excès.
Il faudrait faire le procès
Aux petits comme aux grands. Il n'est âme vivante
Qui ne pèche en ceci. Rien de trop est un point
Dont on parle sans cesse, et qu'on n'observe point.

(La Fontaine)

Escrito por A menina do lado às 19h41
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Sonhos

Sonhos

Ter um sonho, um sonho lindo,
Noite branda de luar,
Que se sonhasse a sorrir...
Que se sonhasse a chorar...

Ter um sonho, que nos fosse
A vida, a luz, o alento,
Que a sonhar beijasse doce
A nossa boca... um lamento...

Ser pra nós o guia, o norte,
Na vida o único trilho;
E depois ver vir a morte

Despedaçar esses laços!...
...É pior que ter um filho
Que nos morresse nos braços!

Florbela Espanca

Escrito por A menina do lado às 19h28
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Tanto apanhei da vida, tanto às vezes a miséria se faz, e, pasme, não sei se tola ou belamente eu descubro que meu sangue é como vinho...Como se minhas veias me embriagassem, como se o dionisiaco me tocasse...Viro a criatura Nietzscheana(E talvez os fortes e os que resistem sejam amargos) e me descubro talvez mais humana que antes...Talvez um tanto estúpida, já que não tenho mais tempo de ler nada(ou mesmo fingir que estudo numa faculdade), contudo, continuo erguida.

ô instinto besta de sobrevivência.

Escrito por A menina do lado às 19h24
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Sim, tenho estado demasiado cansada. O dia passa e não o percebo. De todo modo, meu dia tem sido útil para terceiros.Dôo minhas horas, e dôo. Dôo minha vida enquanto não a sinto. O cansaço impede de me sentir. Impede de sentir meu doer. Este momento em que de modo tão paupérrimo averiguo a poeira perdida do meu tempo, devo dizer que a dor, porém, é insuportável. Com simplismo lhes digo que certas dores emudecem. Sei de certa pessoa que me fez doer tanto que me calou por dois anos. Essa pessoa que tomou minhas horas, minha voz e que me encheu de dores tão terríveis que me calei por dois anos. Não sei se o culpo. Não sei porque tragédia cedi minhas horas. Agora sei a quem dou minha vida. Agora há uma palavra "útil" em minah testa. Algo que me bestializa tanto que não consigo rir disso. Não consigo rir ou doer. Desculpem se esse lamento é tão vil. É duplamente chorável. Porque ainda acho que o acto de escrever( e escrever é dizer-se) é o que faz com que pisemos nas cabeças dos deuses. Essa realidade exposta além do pictórico inflamado, e se ainda for uma realidade gongórica, oh, isso é que é ser sublime. Isso é que é fazer inveja aos deuses.

Hoje é um dia feito de horas perdidas. E essas horas perdidas têm se repetindo. E estou entregue bestialmente a isso. No fim do mês haverá aquilo que de modo algum consola. Algo que me manterá de pé. De pé, erguida, a "voz de anjo" denegrida, meus sorrisos aos nada...E não, eu não me conformo, apenas estou indo embora...E não consigo ter qualquer frase genial ou lírica sobre isso. Seja por dor(que cala) ou cansaço.

De todo modo hoje sonhei com violetas, margaridas, orquídeas, gerânios sobre um túmulo. Sonhei que as colocava lá terna e gentilmente. As flores sobre um túmulo. Uma oferenda ante à morte. O sublime sobre o grotesco.

Talvez eu tenha que me prestar a isso para poder ter algum alívio.

Oh, eu me perdoarei por essas palavras vãs? Desejem-me menos cansaço.Quem sabe um fim-de-semana menos bocejante. Quem sabe a embriaguez. Quem sabe cheiros não me traiam. Quem sabe eu fiquei a deitar flores sobre um túmulo constantemente.

Só queria lhes dizer que as horas suas(as suas inúteis horas suas) são tão belas...Eu as invejo.

 

 

Escrito por A menina do lado às 19h18
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12/02/2006


On my own

SOMETIMES I WONDER

Às vezes eu me pergunto

WHERE I'VE BEEN

Onde estive

WHO I AM

Quem sou eu ?

DO I FIT IN

Como me encontrarei ?

MAKE BELIEVING

Fazendo-me crer

IT'S HARD ALONE

Que é difícil estar sozinha

OUT HERE, ON MY OWN

Aqui, por minha conta

WE'RE ALWAYS PROVING

Estamos sempre provando

WHO WE ARE

Quem somos nós

ALWAYS REACHING

Sempre buscando

FOR THAT RISING STAR

Aquela estrela nascente

TO GUIDE MY FAR

Para me guiar para longe

AND SHINE ME HOME

E mostrar minha casa

OUT HERE, ON MY OWN

Aqui, por minha conta

WHEN I'M DOWN AND FEELING BLUE

Quando estou deprimida e sentindo-me triste

I CLOSE MY EYES SO I CAN BE WITH YOU

Fecho meus olhos para estar com você

OH BABY BE STRONG FOR ME

Amor, me dê forças

BABY BELONG TO ME

Amor, pertença a mim

HELP ME THROUGH, HELP ME NEED YOU

Ajude-me, ajude-me, preciso de você

UNTIL THE MORNING SUN APPEARS

Até que o sol da manhã surja

MAKING LIGHT

Iluminado

OF ALL MY FEARS

Todos os meus temores

I DRY MY TEARS

Eu seco minhas lágrimas

I'VE NEVER SHOWN

E nunca as mostro

OUT HERE, ON MY OWN

Aqui, por minha conta

SOMETIMES I WONDER

Às vezes eu me pergunto

WHERE I'VE BEEN

Onde estive

WHO I AM

Quem sou eu ?

DO I FIT IN

Como me encontrarei ?

I MAY NOT WIN

Eu posso não vencer

BUT I CAN BE THROWN

Mas tenho que resistir

OUT HERE, ON MY OWN

Aqui, por minha conta

Escrito por A menina do lado às 00h38
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Solemnia verba

disse ao meu coração. Olha por quantos
caminhos vão andámos!Considera
agora, desta altura fria e austera,
os ermos que regaram nossos prantos...

Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
E noite, onde foi luz de primavera!
Olha a teus pés o mundo e desespera,
semeador de sombras e quebrantos!

Porém o coração, feito valente
na escola da tortura repetida
e no uso do penar tornado crente,

respondeu: desta altura veio o amor!
Viver não foi em vão, se isto é a vida,
nem foi de mais o desengano e a dor.

 

(antero de quental)

Escrito por A menina do lado às 22h42
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