Vexando-me


04/08/2006


De como  por vezes me vêem bela, e perfeita, e inquebrantável e inseparável e adornável e mesmo dominável...De como me torno, por vezes, o desejo de cada um...Mas a verdade é a argila de que sou feita, uma argila disforme que nunca se termina...Eu nunca termino.

Sou também um pouco o que idealizei de mim...O que a Cris vê no espelho?

Ela disse que crê que todos os anjos são terríveis? Que nunca ganhou o piano de aniversário e que talvez isso seja uma mancha em seus dias? A Cris toma banhos impolutos...E gosta de quando o coque de seus cabelos se desfaz. Por maldade de saber que isso é belo.S uas palavras, tão ternas mas  também  tão epidérmicas...

A Cris é  talvez apenas aquela menina da tua lembrança...Talvez a Cris seja a tua infância. Mas disso não sei bem. Tudo é sempre desejo...

Mas talvez tenha passado, aquela menina. Talvez a criança apenas a visite de vez em quando. A Cris quebradiça, perdida demais para ser guia.

A Cris colérica, a que trai a si mesma, a que ri da vida e da morte, em perfeita indolência. Essa perfeita santa de botequim.

Essa estátua tombada, a deusa destruída todas as manhãs...São tristes, todos os ídolos esfacelados.

A Cris que não sabe esquecer, a que não sabe dizer adeus, a que não substitui...

A que a terra tragará. Mas que por ora caminha, assobiando que nem moleque, como diz a mãe, per aí. Que gosta de andar descalça porque é arenosa a terra...E que sabe ser uma lúbrica vaca, e que sabe ser a vaca lírica. Vache lyrique, como lhes aprouver.

A Cris, que sorri com desdém, mas que  não é isso que vc quer, nem é o que eu digo.

O que ocorre é que é apenas a Cris, a Cris, a Cris...

Escrito por A menina do lado às 01h11
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QUAND JE T'AIMAIS... - ALFRED DE MUSSET

Quand je t'aimais, pour toi j'aurais donné ma vie,
Mais c'est toi, de t'aimer, toi qui m'ôtas l'envie.
A tes pièges d'un jour on ne me prendra plus;
Tes ris sont maintenant et tes pleurs superflus.
Ainsi, lorsqu'à l'enfant la vieille salle obscure
Fait peur, il va tout nu décrocher quelque armure;
Il s'enferme, il revient tout palpitant d'effroi
Dans sa chambre bien chaude et dans son lit bien froid.
Et puis, lorsqu'au matin le jour vient à paraître,
Il trouve son fantôme aux plis de sa fenêtre,
Voit son arme inutile, il rit et, triomphant,
S'écrie: "Oh! que j'ai peur! oh! que je suis enfant!"

Alfred de Musset

Escrito por A menina do lado às 00h44
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SABES QUEM SOU? EU NÃO SEI. - FERNANDO PESSOA

Sabes quem sou? Eu não sei.
Outrora, onde o nada foi,
Fui o vassalo e o rei.
É dupla a dor que me dói.
Duas dores eu passei.

Fui tudo que pode haver.
Ninguém me quis esmolar;
E entre o pensar e o ser
Senti a vida passar
Como um rio sem correr.

Fernando Pessoa

Escrito por A menina do lado às 00h43
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L'HIVER A CESSÉ: LA LUMIÉRE EST TIÈDE - PAUL VERLAINE

L'hiver a cessé : la lumière est tiède
Et danse, du sol au firmament clair.
Il faut que le cœur le plus triste cède
À l'immense joie éparse dans l'air.

Même ce Paris maussade et malade
Semble faire accueil aux jeunes soleils
Et, comme pour une immense accolade,
Tend les mille bras de ses toits vermeils.

J'ai depuis un an le printemps dans l'âme
Et le vert retour du doux floréal,
Ainsi qu'une flamme entoure une flamme,
Met de l'idéal sur mon idéal,

Le ciel bleu prolonge, exhausse et couronne
L'immuable azur où rit mon amour.
La saison est belle et ma part est bonne
Et tous mes espoirs ont enfin leur tour.

Que vienne l'été ! que viennent encore
L'automne et l'hiver ! Et chaque saison
Me sera charmante, ô Toi que décore
Cette fantaisie et cette raison !

Paul Verlaine

Escrito por A menina do lado às 00h41
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Das lágrimas

 

 

 

Engraçado...Não que eu goste de simplificações, há aquela máxima “para que simplificar as coisas, se as posso complicar”. Fiz disso uma verdade um tanto assustadora. Chego a amar coisas símplices, mas o fato de usar o vocábulo símplice mostra bem qual a minha praia. De todo modo, acho que após tamanhas sendas de divagação acabo me apegando a certos ditames...E concluo que muita vez o simples advém de imensa complicação.

E tenho dito então, em minha simplicidade bonachona,  imitando velhas sabedorias, que chorar lava a alma. Falo, enfim, do chorar expurgativo. E talvez venha daí essa significação que dão às águas, às chuvas, ao mar. Aquele sentido que outro dia neguei. Mas a sabedoria antiga vê a água com esse sentido de renovação.

Choro de renovação, de expiação, choro de epifania. Choro de consciência. Não importa, nós a temos. E que seja uma bela aquisição. E o é.

Então tenho dito pra pessoas simples coisas simples assim... "Chore, lave a alma. Tenha o choro expurgativo. Ou mesmo o punitivo”. Se vc não correr para um Deus qualquer, talvez aprendesse que dores são essenciais. Não haveria aprendizado sem dor. É necessário, é perfeito que seja assim.

Coisas simples assim...Chore até lavar a alma...Renovar-se. Aprender. Envelhecer. As inocências são perdidas. Perdemo-nos. Aprendemos que não somos bons guias nem há bons caminhos. Tudo é deliciosamente tortuoso. A retidão, amigos, é sonolificente, papoulosa.

Também eu já chorei. Também achei que a felicidade subiu num ônibus e partiu. E fiquei, lá, chorando o meu mar. Chore o mar onde tu deverás navegar. E perdoe meu momento Lair Ribeiro. A preguiça de ler está me fazendo criar coisas mongolóides assim. Porque ainda sou sobretudo mimética.

Escrito por A menina do lado às 00h10
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31/07/2006


Ao felá

A prece dessa palavra, meu bem, é o alcançar...Toda palavra queima...A palavra põe fogo no quarto, belo felá. Velo pela força dela. Ame-a, como a uma concha. Nessa palavra dou-te o meu mar.

Escrito por A menina do lado às 01h02
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Sobre os que ferem o deserto

A noite é impaciente, é mendicante. Feriste tu o meu deserto.  Feriu-o, e não sei mais ser senão prenhe. Eu te bendigo. Meus dedos só o escrevem, e meu peito geme. Tu, que trouxeste a mim um pedaço de mar. Tua voz que ultrapassou o meu silêncio. Parece-me que me revelo no teu espelho. Dum modo terno, nós nos espelhamos.

Ah noite de agonia...Houvesse rezas, preces, houvesse feitiços, eram todos para ti, dono das belas mãos de Midas...Tuas mãos que me fazem cada vez mais a beduína...

Escrito por A menina do lado às 00h59
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Da sobrevivência

Enumerar os momentos difíceis...O que nos foi acachapante. O desgate dos adeuses. Os ao deus-dará. A brevidade agridoce dos até logo. Os longos montes de areia desolados em que de repente nos achamos. Os olhares a quem já não nos olha. Os olhos cheios de fel de alguém.

         Essa cena doída...De mão caída no deserto. Mão envenenada. Pensei que não a pudesse mais entregar, um dia. Lembranças amaras de quando fui indefesa. Talvez crédula. Talvez infanta. Mas de repente lembro que inda não sou outoniça, tampouco invernal, que tenho ainda essa leveza primaveril...Que não é gris o azul do céu. Não ainda.

        Como não sei esquecer, como só sei guardar e fitar com desdém, talvez, às vezes lembro dessas alegorias de deserto que tão bem construí, em momentos penosos em que envelheci( esse envelhecimento, eu não queria. Foi duro descobrir que ainda não passo de primavera machucada).

         Lembrar de meu deserto em que me puseram e que provava com tanta desgosto...Que não havia olhos sobre ele, nem os de Deus. Nem pude me desejar Hagar vilipendiada no deserto. O Deus que morde e sopra. Não tive essa doença lírica sobre mim. Era só a imensidão de deserto quando eu era uma chuva. Sempre fui chuva, anúncio de chuvas. Sempre choveu nos meus olhos. Sempre me desanuviei quando quis. Fui sempre egoísta o bastante pra me preparar sempre como pra uma noite de amor. A noite de amor solitária. Sempre fui solidão. Porque sempre não passei de uma impressão, uma curiosidade, uma iguaria a ser degustada, uma rainha a ser banalizada...Enfim, uma solidão, como todas as outras...

      E de repente, minha solidez nocturna...Aquele poço silencioso. Aquela gélida voz, aquele construção num precipício, aquele coração impenetrável, a doença daquele coração devastando o que era, no fundo, tão forte e tão frágil(Já me disseram que sou a fragilidade da força)...Mas naquela minha clausura, que horror que tive de toda peste, de toda doença...Mas aquele aprendizado na lentidão do silêncio, naquele abandono, no remorso, na dor até das pedras...

 

       Mas oh, aquela dor ridícula, aviltante...Aquela dor que não queria. Nunca fui trágica. Sempre fui tragicômica. Mas aquele marasmo de dor não contemplada...E marasmo que quaisquer olhares mesmo não curariam. E aquele céu tão azul, tão imenso, aquele sabor agreste. E a vertigem das luzes apagadas no céu e o instinto indolente de viver...Oh, que indolente...E isso até cansar...Até cansar...Aquele luto, aquela densa desarmonia, aquele manto, os olhos cada vez mais anoitecidos, cada vez mais beduína.  E depois descobrir a saudade do meu próprio corpo. Bastava o poço dentro de mim. Bastava-me. O meu poço. Animava-me o meu silênico, e enamorei-me de me calcanhar. O amor ao meu deserto. Ao infinito do meu deserto. Minha noite, meu sol, minha solidão. Necessidade de mim, talvez besta, mas imorredoura. Essa necessidade de mim vai além da morte. Necessidade de mim até saber pra donde devo ir( e que sempre é além de mim. Há sempre a necessidade do incomensurável até a ti).Superar. Mais uma vez. Superar. Aprumar minhas cicatrizes. Aquele sedutor ar quebrado que ninguém nunca entenderá, mesmo. Enumerar, além das dores, a sapiência em todas as dores.  Não me vitimizar. Não ser amarga. E continuar sendo cada vez mais boicininga, cada vez mais cascavel de coração enorme.  Cada vez mais...Leveza e peso...O regresso aos abismos de rosas.

           Perdoa, mas respiro, respiro descompassada numa melopéia. Não pude deixar de respirar embora certos corações tenham me deixado envenenado o ar.

 

Escrito por A menina do lado às 00h51
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30/07/2006


Chuck, melhor que Bruce Lee

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Si, também espaço para palmas ao muso Chuck Norris. Quem quiser apreciá-lo jovem, recomendo-lhes seu filme em parceria com Bruce Lee. Si, aquele filme bizarro, que tem um gatinho famélico roubando a cena, dando miados surreais sob as latas de lixo.

A seguir, um panegírico...

 verdades indubitáveis sobre Chuck Norris

 - As lágrimas do Chuck Norris curam o câncer. O problema é que ele é tão macho que não chora nunca. Nunca!

2 - Chuck Norris não dorme. Ele espera.

3 - Chuck Norris está atualmente processando a NBC. Ele alega que "Lei e Ordem" são os nomes patenteados para suas pernas ("Lei" a esquerda, "Ordem" a direita).

4 - Se você pode ver Chuck Norris, ele pode ver você. Se não pode ver Chuck Norris, você pode estar perto da morte.

5 - Chuck Norris contou até o infinito. Duas vezes.

6 - A última página do Guiness (livro dos recordes) diz em letras miúdas: "Todos os recordes do mundo pertencem a Chuck Norris. Nós apenas nos damos o trabalho de listar os segundos colocados em cada categoria."

7 - A Grande Muralha da China foi originalmente construída pra impedir a entrada de Chuck Norris naquele país. Ela falhou miseravelmente.

8 - Se você perguntar ao Chuck Norris que horas são, ele sempre dirá, "Dois segundos até..." Depois de você perguntar "Dois segundos até o quê?" ele dará um roundhouse kick na sua cara.

9 - Chuck Norris vendeu sua alma ao diabo para ter seu visual bacana e suas habilidades incomparáveis de artes marciais. Pouco tempo depois da transação terminar, Chuck Norris deu um roundhouse kick na cara do diabo e pegou sua alma de volta. O diabo, que aprecia ironia, não conseguiu ficar bravo e admitiu que deveria ter previsto isso. Eles agora jogam poker todas as segundas quartas-feiras de cada mês.

10 - Chuck Norris uma vez comeu 72 Kg de carne em uma hora. Ele passou os primeiros 45 minutos fazendo sexo com a garçonete.

11 - Quando Chuck Norris recebe os impostos, ele manda de volta folhas brancas com uma foto dele agachado, pronto para atacar. Chuck Norris não teve que pagar impostos nunca. Nunca!

12 - Chuck Norris era um dos personagens originais do jogo "Street Fighter II". Ele só foi removido porque todos os botões faziam ele dar um roundhouse kick. Quando perguntaram sobre essa falha do jogo, Chuck Norris respondeu: "Que falha do jogo?"

13 - Chuck Norris tem duas velocidades: Andar e Matar.

14 - Uma vez Chuck Norris comeu um bolo inteiro antes que seus amigos pudessem lhe contar que havia uma stripper dentro.

15 - Wilt Chamberlein declarou já ter dormido com mais de 20.000 mulheres em toda sua vida. Chuck Norris chama isso de uma "terça-feira monótona".

16 - Quando Deus disse "Que se faça a luz!", Chuck Norris falou "Diga 'por favor'."

17 - Uma vez Chuck Norris desceu a rua com uma ereção massiva. Não houve sobreviventes.

18 - Chuck Norris não lê livros, ele os encara até conseguir toda a informação que precisa.

19 - Chuck Norris jogou roleta russa com um revólver totalmente carregado e ganhou.

20 - Chuck Norris não tem um forno ou microondas, pois, como todo mundo sabe, "a vingança é um prato que se come frio."

21 - Chuck Norris pediu um Big Mac no Bob's. Ele foi atendido.

22 - Algumas pessoas usam uniforme do Superman. Já o Superman usa uniforme de Chuck Norris.

23 - Não existe queixo por trás da barba de Chuck Norris, apenas outro punho.

24 - Chuck Norris só passa as noites com a luz acesa. Não, Chuck Norris não tem medo do escuro, mas a recíproca não é verdadeira.

25 - Certa vez Chuck Norris deu um roundhouse kick tão rápido que quebrou a velocidade da luz, voltou no tempo e atingiu um navio chamado Titanic.

26 - Uma vez Chuck Norris desafiou o ciclista Lance Armstrong para ver quem tinha mais testículos. Chuck Norris ganhou por 5.

27 - Armas não matam. O que mata é Chuck Norris.

Escrito por A menina do lado às 15h49
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Quero ser Charles Bronson

O "muso" dos western spaghetti não envelhecia...Inda cai-lhe bem uma música de Morricone.

Mas, enfim...Uma das experiências mais significativas de minha vida foi assistir Desejo de Matar. O absurdismo em todo o seu vigor, bestial. Fantastique. Um senso mui correcto de ordem e progresso em absoluto caos. É comovente ver Bronson atirar com uma bazuca em todos os negrinhos do Bronx, e ver que eles morrem de braços abertos, como Cristo, numa espécie de redenção. Os bigodes de Bronson bem penteados após corridas e saltos dá o tom tragicômico em resposta.

Sim, eu quero ter uma camiseta com uma foto de Bronson estampada.

Escrito por A menina do lado às 15h44
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Do ontem, sob o sol

 Ontem, sob o sol, olhar a Fortaleza inconsciente.

Escrito por A menina do lado às 13h51
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      Acho que regredi. Que minhas elucubrações regrediram. Que parei num mundo sensitivo. Voltei a um primórdio em que as sensações reinam.  Um mundo em que a compreensão estagnou na natureza. Seria fácil criar, agora, mitos. Dizer-me que por vezes ardo como sol, solitariamente. E que as pessoas evitam me olhar, como se evitar olhar ao sol. E que por vezes trago esta quietação feita de gritos que toda noite tem. Posso dizer, que com essas comparações  que eu chamaria comezinhas, tornei-me mais espectadora que artista, e que cai um tanto por terra meu pedantismo e quaisquer floreios. Porque só me resta dizer que às vezes pareço trazer chuva. Uma chuva terna, convidativa, que honestamente passaria longe do sentido comum que chuva passou a trazer na literatura, porque não sou, enfim, literata. E canso-me deveras de lugares-comuns.

            A vinda das águas não trariam nascimento, nem recomeço, nem passagem. A chuva não seria um magnificat.  A chuva seria a canção do flautista de Hamelin. A chuva seria um convite meu, talvez, de se perder por aí. De se perder em mim.

 

Escrito por A menina do lado às 13h42
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Sobre o partir

Belos os mitos sobre os desbravadores. Belas, trágicas são as epopéias, as conquistas, as descobertas. Há quem se anime dessa idéia revolucionária e enriquecedora de partir. Há quem tenha por morada o partir. Mas meu coração, se partisse, seria um tanto odisseu... Prepararia uma volta, por amar demais suas raízes.


E meu coração, aos que partem, é um tanto Penélope. É aquele que espera.


E costumo, sobremaneira, temer os corações marinheiros...Aqueles poucos dados ao regresso. Temo o marinheiro que parte, sem medo, sem remorso, sem saudade. Assim como temo os com muita pressa de viver(Por mais que às vezes me irrite a lentidão de certos passos nas ruas).


Meus pés só querem saber de voltar


Escrito por A menina do lado às 13h30
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