Vexando-me


09/06/2007


Das mãos que dizem adeus(continuação)

Aprenda a amar da relva

Como amaste no meu corpo um leito

Choram as asas do crescimento

De todo adeus

Lá fora

Tu cruzarás com um ramo

De amor-perfeito

Lá fora

As estações

Serão como os beijos

E tu deves  ir sem medo

Na corola do inverno

Haverá de um olhar meu

No pólen da primavera

O meu ventre num gineceu

O amor já nos pertenceu

Fomos deuses um do outro

E nunca soube dum deus

que morreu

 

Escrito por A menina do lado às 13h07
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Das mãos que dizem adeus

É para te dizer adeus

Que vou ao teu perfume

Antes que lhe chegue a morte

Eras princípio

E precipício

Eras a anunciação do anjo

E eras como meu fruto

E por isso agora

Essas palavras de luto

E tiraste com tua mão em meu ventre

Todo medo

É por isso que agora te beijo

Um beijo de adeus

Já apanhamos a lua

E foste a minha água mais interior

Dessas águas que correm

Como um rio

Veios de amor

Dessas águas

Despertas na noite

E que tudo revolvem

Que a tudo devastam

E consolam

Todos os sons eram violinos

Uma canção

Beijada de eterno

Perpetrada num limbo

É por isso que agora

Eu derramo em ti

Em choro

O meu adeus

É por isso que chamo ao teu nome

Numa embriaguez de vinho

Só pra sentir, talvez, mais uma vez

O divino

Mas agora é hora de partir

Mesmo que amassemos tanto a cama

Em que te pusestes a dormir

Esta cama em que perdíamos tudo

Até o medo de morrer

Tu tens agora as mãos frias

E tu arfas

Não chores

Vim te dar um beijo de adeus

Mas tu estás dentro de mim

Como filho ao ventre

Que não deseja sair

E esse ir

É uma ferida

De flor murcha

Nasças, meu bem

Pousa tua mão

Numa janela

Essas que trazem tantas viagens

E tanto abandono de sol

Tanto emigrar

Pousas tua mão ao vento

Como já a pousaste em meu peito

Escrito por A menina do lado às 13h07
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07/06/2007


Coninuo a beber das quintessências toda vez que provo  Pau do índio.

C'est ça.

Escrito por A menina do lado às 21h35
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05/06/2007


Edelweiß

 

Bela flor dos alpes, afamada por uma beleza que se alterca dum branco ao prata das horas mais gélidas. E inda mais afamada por uma existência quase miraculosa na sandice fria dos montes em que se esconde e rebenta em beleza nobre e clara. Flor de resistência, preferida da Imperatriz  Sissi, tema de música que muitos talvez lembrem em "A noviça rebelde".

E assim me chamaram hoje: Edelweiss. Nobre e pálida e de existência rara, e sei que assim me chamaram com amor.

 

Li que tb se tornou um símbolo de amor tão notável quanto a mandrágora...Que jovens se arriscavam ao ir buscar de uma tal flor para provar de seu amor às amadas, recolhendo-as em bouquet nos locais mais inóspitos.

 

"Da minha janela sonhei ver um jardim.
Todos os dias olhava, na transparência do vidro...
ansiosa, inquieta, expectante...
mas nada via para além do asfalto e terra nua.
Uma noite, envolto num radioso luar,
surgiu um rebento viçoso,
forte e luminoso...
que conseguiu nascer
naquele árido e deserto lugar.
Não consegui mais parar de o olhar!
E a minha Edelweiß desabrochou,
linda, com uma brancura que seduz.
Perene de vida,
mantém-se fresca e vivaz.
Ilumina os meus dias com a sua alva luz...
e, com uma única flor,
o meu jardim ficou repleto de Amor!
 

ALEMÃO

Musica: Richard Rodgers
Text: Oscar Hammerstein II
Deutsch: Desconhecido


Edelweiß, Edelweiß,
Du grüßt mich jeden Morgen,
Sehe ich dich,
Freue ich mich,
Und vergess' meine Sorgen.
Schmücke das Heimatland,
Schön und weiß,
Blühest wie die Sterne.
Edelweiß, Edelweiß,
Ach, ich hab dich so gerne.

ENGLISH

Music: Richard Rodgers
Lyrics: Oscar Hammerstein II
Musical: "The Sound of Music"


Edelweiss, Edelweiss
Every morning you greet me
Small and white,
clean and bright
You look happy to meet me.
Blossom of snow
may you bloom and grow,
Bloom and grow forever.
Edelweiss, Edelweiss
Bless my homeland forever.

 

Escrito por A menina do lado às 16h18
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