Vexando-me


18/06/2007


Perder...

Abandonar as dádivas, saber que elas se cansam e tombam. Que elas se tornam ridículas.

Que o que nasce merece morrer.

E o terror humano das ruas das cidadelas. Veios da cidade.....Infíéis, barulhentos.(Quando gosto de marulhos e paus de canela...).

Sem olhares de calor, sem mãos de pássaro. Surda aos chilreios, às cantilenas.

 

Nas ruas, tornar o fado claro. Tingi-lo de pincéis alvos.

Escrito por A menina do lado às 07h03
[ ] [ envie esta mensagem ]

Do bom-dia

E o dia começa, com chá de menta.

E o dia recenderá à menta...

 

Escrito por A menina do lado às 06h37
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sobre o chão

De novo o encontro com o chão, com o cobalto abandonado.

De novo o encontro ao chão que não me pertence, de novo tê-lo por presente. De novo o contacto frio com meu rosto. De novo a terra por gosto.

Até entender, que é do chão que me sustenho. E que é sobre ele também o passo brando.

Escrito por A menina do lado às 06h35
[ ] [ envie esta mensagem ]

De juntar os pedaços

Creio ser hora do refazimento...A hora da velha arte de juntar os pedaços. De juntar um a um, os meus pedaços...Como as peças do piano quebrado na infância, que também me espedaçaram, e que abracei com desespero.

O que importa é que as notas das músicas, jamais me deixaram.

É hora de Coré ser Perséfone, e reinar sobre os infernos. É hora das rosas nos abismos.

É hora do refazimento, do crescimento. De juntar meus pedaços.

Escrito por A menina do lado às 06h27
[ ] [ envie esta mensagem ]

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!

 

(Mário Quintana)

Escrito por A menina do lado às 06h25
[ ] [ envie esta mensagem ]

17/06/2007


Quando eu morrer, não digas a ninguém que foi por ti.
Cobre o meu corpo frio com um desses lençóis
que alagamos de beijos quando eram outras horas
nos relógios do mundo e não havia ainda quem soubesse
de nós; e leva-o depois para junto do mar, onde possa
ser apenas mais um poema - como esses que eu escrevia
assim que a madrugada se encostava aos vidros e eu
tinha medo de me deitar só com a tua sombra. Deixa

que nos meus braços pousem então as aves (que, como eu,
trazem entre as penas a saudades de um verão carregado
de paixões). E planta à minha volta uma fiada de rosas
brancas que chamem pelas abelhas, e um cordão de árvores
que perfurem a noite - porque a morte deve ser clara
como o sal na bainha das ondas, e a cegueira sempre
me assustou (e eu já ceguei de amor, mas não contes
a ninguém que foi por ti). Quando eu morrer, deixa-me


a ver o mar do alto de um rochedo e não chores, nem
toques com os teus lábios a minha boca fria. E promete-me
que rasgas os meus versos em pedaços tão pequenos
como pequenos foram sempre os meus ódios; e que depois
os lanças na solidão de um arquipélago e partes sem olhar
para trás nenhuma vez: se alguém os vir de longe brilhando
na poeira, cuidará que são flores que o vento despiu, estrelas
que se escaparam das trevas, pingos de luz, lágrimas de sol,
ou penas de um anjo que perdeu as asas por amor.

Escrito por A menina do lado às 10h36
[ ] [ envie esta mensagem ]

Da minha imensa saudade...

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que
nos machuca, é não ver o futuro
que nos convida...

Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos:

Não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...

Pablo Neruda

Escrito por A menina do lado às 10h32
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sorrias...

Saibas: Tu és aquele que mais quero ver sorrir. Abandona essa dor vazia. Chora apenas um luto, e deixa-o.

Sorrias. Apenas queria te ver sorrir, apenas. Sorrir. Porque, saibas...Mesmo quando choro,  penso na tua imagem a sorrir. E assim quem sabe, tu sorrindo, ensina-me a sorrir também.

E mesmo quando choro, penso em tua imagem a sorrir...Num silêncio que te adora.

Escrito por A menina do lado às 10h27
[ ] [ envie esta mensagem ]

Perdões

Se o amor quebrasse e desse pra consertar
Era só pedir desculpas, nada mais
Era só fazer de conta que era mentira
E fingir que tudo um dia vai mudar
Se todo amor tivesse perdão
Não haveriam tantas canções
Se todo amor ficasse resolvido
Não teriam tantos corações partidos

Se todo amor tivesse perdão
Não haveriam separações
O tédio venceria o conflito
E não teriam novas paixões
Só perdões


(Byafra / Nilo Pinto)

Escrito por A menina do lado às 09h46
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web:

Histórico