O tempo nos passou.
Passou-se o tempo, de tua boca a minha.
O tempo passou, e os deuses nos tecem.
Como as mãos e as tranças dos vimes. Nos cozendo do barro do corpo, em aperto e afogo
Somos perto
Nasceu-nos o menino. Somos a manjedoura. Ajoelharam-se os reis.
Nós nos trouxemos de mirra.
Ficamos, e o silêncio por ritual. E o corpo, por império. E o gozo, por recompensa.
E o olhar líquido é o elixir que nos retêm
Bebendo um ao outro, mansamente
A nudez nos selando
Nos pertencemos



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