
Mais uma vez o momento das velhas paisagens. E dos olhos novos, com o velho no fundo. As chuvas caem. Os homens choram. As águas molham, aquiescem.Águas tão fáceis.São os olhos velhos? O que sei é que acompanham a envergadura das coisas, e com elas meus olhos caem, de joelhos. As chuvas para mim, para ti. As chuvas para os lírios, avisando-lhes o tempo de viçar. A chuva que se entorna sobre os lírios doentes, quando é passada a hora da colheita.
Não importa quantos homens sob quantas chuvas.As águas têm descido. Ruflam, convidam pata a velha arte de tombar.Cá onde são profusas as águas, lá, dificilmente uma mão a apeia. Lá, há de ceder a força das águas. Cá, um turbilhão. As chuvas caem, enquanto isso, no meu rosto, moldadas em minha face.E em cada olho que se adensou com a chuva da altura do céu, há a queda turva duma esperança baça.
E tudo se dissolve.


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