O amor tem me dado caminhos que ignoro. Muito ele nos obriga. Tenho dado as mãos a ele. Conheço as mãos do amor com o coração de uma criança.Parecem-me enormes, sem fim. As mãos são etéreas como uma canção que às vezes murmura impotente.
É temerário não seguir o amor.Sigo-o num alado segredo. Ele ousa.
Há um calor que me protege e que me lança. E há o frio verdadeiro das noites, das mãos que arroxeiam sóse da boca onde mordem as feridas secretas, e não o beijo.
No frio eu preciso mais que do amor, um cobertor. E o único companheiro real é o frio, o velho frio, cavaleiro cavalgando pelas janelas. Que hei de aprender a domar, com mãos vencedoras.
Não posso esquecer que já conheci o valor daqueles que peregrinam pelo vento através do manto das domadoras de serpentes.



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