Vexando-me


31/07/2009


O que ordena o amor

O amor tem me dado caminhos que ignoro. Muito ele nos obriga. Tenho dado as mãos a ele. Conheço as mãos do amor com o coração de uma criança.Parecem-me enormes, sem fim. As mãos são etéreas como uma canção que às vezes murmura impotente.

É temerário não seguir o amor.Sigo-o num alado segredo. Ele ousa.

Há um calor que me protege e que me lança. E há o frio verdadeiro das noites, das mãos que arroxeiam sóse da boca onde mordem as feridas secretas, e não o beijo.

No frio eu preciso mais que do amor, um cobertor. E o único companheiro real é o frio, o velho frio, cavaleiro cavalgando pelas janelas. Que hei de aprender a domar, com mãos vencedoras.

Não posso esquecer que já conheci o valor daqueles que peregrinam pelo vento através do manto das domadoras de serpentes.

Escrito por A menina do lado às 22h21
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Das Serpentines

Quando criança, apreciava-lhes a capacidade asada. Ainda acho que conseguem voar.Emergeriam de qualquer lugar. Quando eu via as seguidoras de Loie Fuller dançar, eu aprendi que os ventos podem ter nome.

Acho que elas ainda sabem planar. Acho que ainda as seguiria.

Eu descobri que ainda sei voar. Todo vôo é "Labour of love".

Escrito por A menina do lado às 22h11
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